Banda surgiu em 1963 e seguiu até 2018, mesmo sem nunca ter estourado

  Phil May, o vocalista dos Pretty things, morreu aos 75 devido a complicações sofridas após ter realizado uma cirurgia no quadril. Nascido em novembro de 1944, May foi, ao lado do guitarrista Dick Talor, a única figura constante da banda que ficou na ativa de forma praticamente ininterrupta de 1963 a 2018.

  Bastante cultuados, os Pretty Things acabaram entrando para a história do rock como aquela banda que tinha tudo para ter estourado, mas não alcançou o sucesso. Os números falam por si: no Reino Unido eles até começaram de maneira promissora, emplacando seu álbum de estreia na sexta posição, e dois singles no top 20 ("Don't Bring Me Down" de 1964 no 10° lugar e "Honey I Need", do ano seguinte, em 13°). Depois disso eles raramente apareceram na parada, mesmo em suas posições mais inferiores. Nos EUA, com exceção de dois álbuns dos anos 70 que apareceram no 104° e 163° lugar, eles também nunca conseguiram uma grande audiência.

  A falta de sucesso da banda foi inversamente proporcional à admiração que a banda tinha entre seus pares. David Bowie era um grande fã, tendo regravado duas canções deles em "Pin Ups", seu álbum de covers ("Rosalyn" e "Don't Bring Me Down") e, décadas depois, ter composto o tributo "The Pretty Things Are Going To Hell". A banda também foi uma das contratadas pelo Led Zeppelin quando eles criaram o selo Swan Song.

  Essa aura cult, tem razão de ser, a banda começou fazendo um som baseado no R&B e blues, e, que os viu nesses anos iniciais, costuma dizer que eles eram mais potentes e violentamente sonora que os Rolling Stones (Dick Taylor tocou baixo com eles por um curtíssimo período).

  No meio dos anos 60 eles embarcaram na psicodelia e gravaram seu álbum mais notório. Lançado no final de 1968, "S.F. Sorrow", é tido como um dos primeiros álbuns conceituais do rock, tendo antecedido "Tommy" do The Who. O líder da banda, Pete Townshend costuma dizer que não foi influenciado diretamente pelos Pretty Things na criação de sua ópera-rock - Phil May, e alguns críticos e estudiosos da história do rock, já acreditam que essa influência existiu.

  OS PS deram adeus ao público em dezembro de 2018 (ainda que mais um show tenha acontecido no ano seguinte) em grande estilo. Na casa de shows Indigo em Londres, eles fizeram um longo concerto, 30 músicas, e ainda receberam Van Morrison e David Gilmour do Pink Floyd como convidado especiais.

Veja a banda tocando "Don't Bring Me Down"



"Rosalyn"



E aqui celebrando os 30 anos de "S. F. Sorrow" tocando o álbum na íntegra:

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