Tiacloprido, produzido pela Bayer, não poderá ser usado na UE a partir de 30 de abril.

Agência de Segurança Alimentar da Europa ligou inseticida tiaclopride a danos a abelhas Wilson Aiello/EPTV A Comissão Europeia decidiu nesta segunda-feira (13) não renovar a aprovação concedida a um pesticida associado a danos em abelhas, o que, na prática, proíbe o inseticida da Bayer conhecido como tiacloprido. Segundo a agência Reuters, a decisão pelo banimento segue-se a uma aprovação pela maioria dos governos da União Europeia em outubro do ano passado e é baseada em uma proposta da Comissão, o poder Executivo do bloco. Inseticida já tinha sido barrado na França "Há preocupações ambientais relacionadas ao uso desse pesticida, principalmente quanto a seu impacto sobre os lençóis freáticos, mas também em relação à saúde humana", disse em comunicado a comissária de Saúde, Stella Kyriakides, apontando possíveis danos à fertilidade. A Comissão baseou sua avaliação em descobertas da Agência de Segurança Alimentar da Europa, publicadas em janeiro do ano passado. Elas ressaltavam preocupações com a possibilidade de a substância ativa ser tóxica para seres humanos e sobre sua concentração elevada nos lençóis freáticos, disse um porta-voz da agência via e-mail à Reuters. O pesticida não apenas mata insetos, como também afeta abelhas, enfraquecendo seus sistemas imunológicos e prejudicando sua reprodução, apontaram os estudos do órgão. Agricultores não poderão utilizar o inseticida, vendido sob as marcas Calypso e Biscaya, após 30 de abril deste ano, quando a atual aprovação expira. Autorizado no Brasil O tiacloprido é permitido no Brasil, para culturas de alface, algodão, alho, banana, batata, berinjela, cana-de-açúcar, cebola, citros, couve, crisântemo, feijão, gérbera, mamão, melancia, melão, pepino, pimentão, poinsétia, soja e tomate, de acordo com o site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Initial plugin text